quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

El Calafate - Capital Nacional dos Glaciares

21/01
Assim que abrimos os olhos, já que dormimos no carro, nos pusemos pela estrada e pudemos vislumbrar um belo amanhecer.


Na estrada seguindo para o oeste é possível notar a mudança do perfil topográfico. Saímos de uma planície e nos deparávamos ao fundo com a Cordilheira dos Andes e seus cumes esbranquiçados pelo gelo glacial. O visual se torna extremamente interessante pois ainda assim estávamos numa espécie de deserto à uma temperatura próxima à 30oC.

Chegamos em El Calafate às 10hrs e fomos a procura de Hostel, o que não foi difícil encontrar. Procuramos também o centro de informações da cidade e algumas agências turísticas. A cidade é muito bonita, porém pequena, por isso, decidimos em ficar por lá somente 1 dia, sendo o tempo suficiente para conhecer o centro e o Parque Glaciar Perito Moreno.

Nos instalamos no hostel, almoçamos (Macarrão, com um creme que não era de cebola e sardinha. Não tinha sal e estava horrível. Mas Thales fez com amor e estávamos famintos!) e dormimos pela tarde. Acordei, tomei um banho, me arrumei e enquanto Thales despertava e também se arrumava, segui por um passeio sozinha, em busca do seu presente de aniversário. Voltei com o embrulho, Thales já me esperava para sairmos e antecipei a entrega do presente (mesmo não gostando), para não correr o risco de ter que chegar quase ao fim do mundo para trocá-lo. A camisa que escolhi serviu e ele gostou muito!

Já eram 16hrs quando resolvemos ir para o parque onde se localiza o Glaciar Perito Moreno. Fomos de carro para economizarmos o valor do translado e no meio do caminho haviam algumas pessoas pedindo carona. Pelo aperto do carro, pensamos que teríamos vaga para um ou dois, mas na impossibilidade da negativa, já que haviam três e pareciam estar juntos, remanejamos nossas bagagens e fomos todos para o parque. O trio era constituído por Maya (uma francesa), Ramon (um alemão) e Alenah (uma ucraniana). A ucraniana e a francesa falavam o espanhol, possibilitando alguma espécie de comunicação e o alemão somente o alemão e inglês. Como de costume nos encontros de multionacionalidades falamos sobre comida, música etc. e etc., no caminho de 80 quilômetros que unem o centro de El Calafate ao Glaciar Perito Moreno.

O Glaciar Perito Moreno é lindo, apresentando uma coloração azul oriunda da refração dos raios solares. O intenso calor fazia com que imensos blocos de gelo desprendessem do corpo principal, gerando um espetáculo ruidoso.
No parque há quilômetros de passarelas que delimitam os acessos defronte ao Glaciar, separados por uma vegetação. Observávamos com as câmeras sempre prontas a captar o espetáculo do desprendimento dos blocos e sempre ávidos por um momento ainda maior.

O final de tarde foi extremamente prazeroso e recebemos um convite do trio para ceiarmos juntos. Passamos no supermercado, definimos o cardápio e eles nos guiaram até o endereço do hostel. Foi hilário saber que estávamos todos hospedados no mesmo hostel. Muitos e muitos risos! A cozinha do hostel estava extremamente cheia gerando uma certa dificuldade na preparação dos pratos. Levamos quatro Quilmes e achamos o tira-gosto no mínimo inusitado: Abacate com pimentão! A conversa com Ramon era quase que inteiramente gestual com um inglês bem rudimentar, e mesmo assim, com os copos de cervejas nas mãos nos entendíamos, principalmente nos momentos de abrir as garrafas, pois não havia abridor, e no consenso ao acharmos a cerveja quente.

A preparação do jantar ficou basicamente nas mãos de Maya e o cardápio fora pescado assado, lentilhas, arroz e salada de abacate com tomates. Muito bom!!! Após ceiarmos, nos rendemos ao sono e fomos logo dormir, já que seguiríamos todos rumo à El Chalten, situado a aproxidamente 230 quilômetros.

22/01
Nos levantamos por volta das 9hrs, fizemos o check out. Ainda no hostel, alegria à primeira vista mas a decepção não demorava a chegar. Um jovem rapaz nos conduziu efusivamente ao computador para nos mostrar algo. Como viajantes que éramos e como o dito cujo sabia que seguíamos rumo à El Chaltén, pensávamos se tratar de fotos ou informações sobre o local, já que este era o tom da conversa: Neste momento, tivemos o desprazer de conhecer os “Tchutchuquinhos da Unifal” (Universidade de Alfenas)! Merece o relato pela cabeça vazia do nosso hermano brasileño. Em pensar que a criatura ainda estuda medicina. Socoooorro!

Thales havia notado que o carro começara a apresentar um vazamento de óleo e pela quilometragem também era necessário substituí-lo. Não tínhamos nos dado conta de que era pleno domingo, então apenas completamos o nível no posto de gasolina, como fizemos o resto da viagem.

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