quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Montevidéu - UY

12/01

11h07, tudo pronto para seguirmos viagem, rumo a Montevidéu. Despedimos do camping de Punta Del Este, cidade que deixará saudades e gostinho de quiero mais, de onde levaremos excelentes recordações.

A Ruta 1 é uma ótima via de acesso, bem sinalizada e com valor de pedágio o qual consideramos justo.

13hrs quando chegamos em Montevidéu. Primeiramente fomos ao shopping em busca de sinal para internet ou mesmo um cyber. Sem sucesso. Partimos então em busca de um centro de informações turísticas, e mais uma vez fomos muito recebidos e orientados. Com alguns folhetos em mãos, seguimos em busca de vaga em hostels: um não tinha vaga, outro não parecia ser tão bom e o que gostamos, tinha vagas somente para quarto coletivo. Assumimos e optamos pelo Hostel El Viajero Down Town. Ambiente jovem, descolado, organizado e limpo. A estrutura abrange quartos individuais e coletivos, cozinha e banheiros compartilhados, sala de estar, barzinho, acesso à internet e ainda oferecia o desayuno (café da manhã).

Nos instalamos, almoçamos, descansamos um pouco e partimos por um tour na cidade pelas “ramblas”, que são vias de acesso às praias.

Chegamos na cidade com um certo receio pela informação dada por um casal de curitibanos que conhecemos em Punta Del Este, que tiveram uma impressão ruim da cidade, a qual julgaram suja e perigosa. Constatamos que o perigo se resume à região portuária e acreditamos que é como qualquer parte do Brasil e do mundo. Quanto a sujeira, não consideramos uma cidade suja, muito pelo contrário, e sim, as construções são antigas, o que pode causar essa impressão.

A cidade nos pareceu tranquila, transito fluía bem, mesmo em horários de pico e tivemos muita facilidade para estacionar o carro. Não haviam “flanelinhas” e outros desagranos encontrados nas grandes cidades. Algumas partes da “Ciudad Vieja” (Cidade Velha) nos lembra Belo Horizonte, exceto pelo número bem menor de pixações nas paredes.

Como viajamos neste mesmo dia, à noite comemos um miojo com uma deliciosa salsicha defumada, batemos um papo com um grupo de cariocas que faziam intercâmbio em Montevidéu e com um casal de argentinos que dividiram quarto conosco. Optamos por dormir cedo para aproveitar melhor o dia seguinte.

13/01

Despertamos relativamente cedo, após uma noite de calor intenso, tomamos um café da manhã caprichado, “abandonamos” o carro e resolvemos percorrer pela “Ciudad Vieja” à pé.

Conhecemos a Plaza Independência, Teatro Solis, Região Portuária, Igreja Matriz e Feira de Artesanato, compramos alguns presentes e eu (Camila) resisti bravamente à algumas tentações: Muitos acessórios e roupas com preços super em conta!

Destacamos o Teatro Solis, com a exposição que vimos: “Montevidéu Mais Cem”, que ilustrava perspectivas de estilistas e designers de vestuários que serão usados em 2111. Ao invés do estilo futurístico, as roupas apresentavam um ar nostálgico, conservando o estilo dos vestuários utilizados nas décadas de 40/50. Roupas bem armadas e luxuosas, todas as criações possuíam estória que associava a roupa à um personagem ou um tipo de personalidade, como mulher casada em época de guerra, senhora que perdeu todas as suas posses etc. O Teatro foi concebido para ser uma das maiores e melhores casas de espetáculos do mundo, e tem sua estrutura marcada por imponentes colunas de mármores e pisos revestidos com granito, com um alto pé direito; recebeu grandes personalidades, dentre elas Carlos Gardel.

Chegamos à Igreja Matriz em horário em que celebrava-se a missa na capela auxiliar. No salão principal há vários altares bem ornados, ilustrando importantes momentos bíblicos.

À tarde, aproveitamos para conhecer a Fortaleza, de onde se tem uma visão do alto da cidade (não tão alto assim, pois a cidade é toda plana) e seguimos para a Playa Pocitos, onde ficamos até o sol se por.

Ressaltamos a qualidade de vida observada na orla das praias: crianças, jovens e idosos, casais e grupo de amigos fazendo caminhadas e curtindo um bate papo. Também haviam alguns ciclistas e cães! A maioria (praticamente todas!) das pessoas portavam suas garrafas térmicas com água quente e suas cuias de mate. Sentimos vontade de experimentar, mas tivemos receio do excesso de cafeína no organismo nos deixar muito agitados.

Voltamos para o hostel afim de descansar, afinal, a noite prometia: El Pony Pisador

El Pony Pisador é um bar tradicional em Montevidéu, com duas unidades, situando-se uma delas na “Ciudad Vieja”. Nesta noite apresentou-se o cantor Koko Moreira e Banda, e esperávamos ouvir salsa e candombe (não é candomblé!), ritmo tradicional uruguaio, quando nos surpreenderam com o hit de Michel Telo, que é sensação no Uruguai. Após essa surpresa, a banda interpretou pelo menos mais umas 5 vezes a música!

A música brasileira exerce grande influência, como já comentamos, e percebemos que todos os ritmos são apreciados por aqui: Samba, pagode, sertanejo e até o axé! Por aqui ouvimos também Só pra Contrariar, Tchacabum, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Ivete Sangalo etc.

A noite em Montevidéu começa tarde. É por volta de 20h30 que o sol se põe por lá, por isso as pessoas ficam até tarde nas praias e demais locais. Logo, os shows e baladas iniciam-se depois de 1 hora da manhã, sendo o maior movimento após às 3 hrs.

Mais uma vez fomos surpreendidos positivamente. Adoramos o lugar, a alegria das pessoas e a energia da música uruguaia. Após o show iniciou-se a boate, ficamos até umas 4hrs e quando saíamos, ainda tinha gente chegando.

Uma curiosidade: Em todos os lugares que fomos, como na maioria das casas de show no Uruguai, não se cobra a entrada. Alguns poucos cobram os “cubiertos” (covers artísticos), muito em conta, levando-se em consideração a qualidade das apresentações.

Esta foi nossa última noite em Montevidéu.

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