terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ushuaia! (em construção...)

Em território argentino, foram 300km aproximadamente até Ushuaia. Destes 300km, notamos a diferença na paisagem percorridos uns 200km, quando começamos a avistar as cordilheiras com vegetação de maior porte, gelo e muitos lagos. Passamos pelo Lago Fagnano com águas bem azuis e beleza deslumbrante e também pelo Lago Escondido. Também na chegada em Ushuaia vimos uma parte da vegetação bem seca, árvores com galhos quebradiços e impressão de que a floresta estava morta ou havia sido desmatada.
No último trecho, a estrada era bem sinuosa, de onde avistávamos cada vez mais perto os picos nevados e paisagem tipicamente andina: muita água descendo pelas encostas.
O pior trecho de estrada que percorremos. Em compensação tiramos muitas fotos.

Nesse ponto a temperatura contrastava muito com a temperatura das estepes patagônicas, em questão de poucos quilômetros passamos de um calor escaldante para um frio que incomodava.

Ao chegar em Ushuaia, cerca de 19hrs, procuramos por um local para nos hospedarmos e nos aquecermos. Por sorte, na mesma rua, haviam cerca de 4 hostels com propostas semelhantes.
“Holla! Necessitamos de una habitación para duas personas...”
“Pode falar em português mesmo!” – disse o recepcionista do Hostel El Refugio Del Mochileiro, um brasileiro, que nos recebeu muito bem e nos deu algumas dicas turísticas. Carioca, está em Ushuaia desde 1998, foi a passeio, gostou e ficou por lá.

Nos hospedamos em um quarto individual, muito confortável e com aquecedor. Em Ushuaia em todos os lugares internos há aquecedores, pois o frio na cidade é congelante. Neste hostel, nos chamou a atenção a grande quantidade de israelenses. (Lembrando que o indivíduo que colocou fogo em Torres Del Paine - Patagônia Chilena - era um israelense. Risos!). Conversamos com um deles que falava um português arrastado: nos contou ter vivido e trabalhado na Angola por um tempo. Thales não perdeu a oportunidade e brincou dizendo que quem causou o fogo foi um palestino. Muitos risos!

No dia em que chegamos, organizamos as coisas no quarto, tomamos um banho e corremos para a cozinha. Thales improvisou um macarrão com creme de cebola divino! Estávamos com muita fome. Dormimos cedo, pois queríamos aproveitar bem o dia seguinte.

Após aquele banho caprichado, como de praxe, saímos em busca de um centro de informações turísticas, onde carimbamos nosso passaporte, registrando nossa passagem pelo fim do mundo. Êêê!!!
Na cidade de Ushuaia o diferencial está nos seus parques, suas águas e fauna, havendo museu, praças e outros pontos, como na maioria dos lugares. Para todos, acreditamos haver também a satisfação pessoal de conseguir chegar ao fim do mundo!

Na saída do centro de informações, encontramos Egidio, um chileno, também hospedado no mesmo hostel que a gente e o convidamos para nos fazer companhia no passeio ao Parque Nacional Fin del Mundo. Fomos conversando e arranhando no portunhol. No meio do caminho um rapaz pediu carona e num gesto altruísta paramos. Era um argentino. Mal sabíamos o que estava por vir, e que ele nos salvaria 70 pesos. Foi assim: Egidio disse que os argentinos possuíam desconto no acesso ao parque e sugeriu que o argentino assumisse a direção do carro. Concordamos, sentamos no banco de trás e ficamos calados em todo o tempo. “São todos argentinos?” – perguntou a moça da portaria. “Si! Si! De Rosario ” – disse o argentino. “Hay documentos que se puede comprobar?” “Si! Si” – Por sorte ela dispensou. Trocaram mais algumas palavras, continuamos calados. E detalhe: eu (Camila) estava com a blusa do Brasil, todos em um carro brasileiro, rs... No final deu tudo certo, demos muitas risadas, agradecemos ao argentino que seguiu seu passeio à pé. E nós, continuamos a percorrer o parque de carro, parando em alguns pontos para tirar fotos.

Foi muito agradável o passeio e a companhia do nosso colega chileno. Muito paciente em compreender nossas falas, nos mostrou um pouco do Chile, falando de sua vida e interessado em nos conhecer e ao Brasil. Ensinamos algumas palavras em português e aprendemos muito também do espanhol e da diferença do espanhol chileno para o argentino.

Falando em conhecer as pessoas, esse está sendo o diferencial de nossa viagem: A todo momento interagimos com pessoas diferentes, de diferentes nacionalidades e costumes. Mas então, vemos que todos somos iguais!

Nos despedimos do chileno e fomos à agência de turismo comprar as passagens para o passeio de barco. 300 pesos cada passagem, sendo 5 horas de passeio marítimo. Visitamos a Ilha Alicia, onde vimos os lobos marinhos de dois pelos; Ilha dos Pássaros, onde vimos as gaivotas cocineras, Farol Fin Del Mundo e Ilha Montillo, onde vimos os pinguins. O passeio foi feito no Catamaran Elisabeta.

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